IMD apresenta SBC para alunos ingressantes de cursos de TI
Palestras ilustraram debates sobre a importância da entidade com destaque para o futuro e as IAs
08-05-2026 / ASCOM
O Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN) realizou, nesta quarta-feira, 6, um encontro que reuniu especialistas, docentes e estudantes para apresentar a Sociedade Brasileira de Computação (SBC) a alunos da Universidade ingressantes dos cursos de Tecnologia da Informação. O encontro teve o intuito de aproximar a entidade ao público discente e apresentar oportunidades para atuação e desenvolvimento profissional aos estudantes de tecnologia.
O encontro foi aberto a pessoas matriculados em cursos como o Bacharelado em Tecnologia da Informação (BTI), Ciência da Computação, entre outros. A programação incluiu duas palestras principais, além da apresentação de iniciativas estratégicas da SBC. Entre elas, destacaram-se o Mestrado Profissional em Ensino de Computação (ProfComp), que, desde 2022, oferece pós-graduação e capacitação profissional e já contou com a participação de 16 instituições vinculadas e 205 docentes associados.
Outras iniciativas apresentadas foram a Comissão para Inclusão, Diversidade e Equidade (CIDE), a SBC OpenLib (biblioteca livre para acesso ao repositório da SBC), Maratona da Programação, Olimpíadas Informática e o Programa Meninas Digitais.
Thaís Batista, atual presidente da SBC e professora do Departamento de Informática e Matemática Aplicada (DIMAp) abriu o evento e evidenciou as contribuições relevantes da entidade, além de pontuar os desafios estruturais e as transformações profundas trazidas pela Inteligência Artificial (IA) hoje em dia.
Também participou do encontro a professora do IMD Isabel Nunes, que hoje atua como secretária regional da SBC. Em sua fala, a docente afirmou que a Sociedade Brasileira é o principal órgão que representa os profissionais de Computação no país – o que reforça a importância de os alunos fazerem parte disso e participarem de seus eventos institucionais.
“Encontros que apresentam o trabalho da SBC e aproximam a instituição do ambiente universitário são essenciais para que calouros e veteranos compreendam a importância dessa participação”, comenta. “Ao participar das atividades, os estudantes ampliam sua rede de contatos, conhecem pesquisadores da área e acumulam experiências que contribuem para o crescimento pessoal e profissional. Além disso, a SBC oferece acesso a materiais gratuitos e diversas outras oportunidades”.
Palestra de Chico Dantas
O professor e vice-reitor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Chico Dantas, que também atua como diretor de finanças da SBC, abriu a primeira palestra com foco no gerenciamento das finanças da entidade.
Dantas iniciou sua fala com a afirmação de que nem todo recurso gerido é “dinheiro livre”. Segundo ele, o meio acadêmico e tecnológico costuma falar muito de inovação, mas pouco sobre como ela é sustentada. “A SBC não tem fins lucrativos. Nosso objetivo é devolver à comunidade científica, e isso exige trabalho voluntário e responsabilidade fiscal”, explicou.
Além disso, o diretor reforçou a importância estratégica da SBC em três frentes: estar por trás de grandes eventos, conectar pesquisadores e estudantes e influenciar decisões políticas no país relacionadas à Informática. Ele garantiu que a entidade já impactou positivamente a vida de todos os estudantes de TI do Brasil.
Ainda segundo ele, os calouros de TI, os ingressantes, representam o futuro não apenas da SBC, mas de toda a Ciência e Tecnologia nacional. A mensagem central do palestrante foi que, sem planejamento financeiro e sem engajamento das novas gerações, não há futuro sustentável para a Computação no Brasil.
Jéssica Neiva
Na sequência, a professora da UERN e especialista em Inteligência Artificial, Jéssica Neiva, conduziu uma reflexão provocativa sobre as novas competências exigidas pelo cenário tecnológico contemporâneo.
Para a palestrante, o estudo da Informática deve ser cada vez mais incentivado no país e o próprio Ministério da Educação (MEC) já demonstra interesse em criar uma emenda que garanta o direito de todos os indivíduos ao estudo de Computação. Diante disso, a docente questionou: “que tipo de profissional queremos formar para atuar no novo mundo tecnológico?”.
Neiva também comentou que a IA, apesar de inovadora, é disruptiva, principalmente com os profissionais em transição, os mais afetados hoje pelas novas tendências. Por isso, tornou-se necessário saber usar IA para trabalhar.
Ela observou uma mudança de paradigma: estamos partindo da programação manual para a programação massiva, assistida por máquinas inteligentes. Nesse contexto, valores como segurança da informação, pensamento crítico, criatividade, responsabilidade social e visão humana tornam-se inegociáveis. “Precisamos conhecer muito de tudo”, resumiu.