Doação ao datacenter do IMD apoiará pesquisas acadêmicas na UFRN

Equipamento oriundo do projeto SPICI deverá beneficiar pesquisadores de toda a Universidade
29-01-2026 / ASCOM
Pesquisa Tecnologia TI
Felipe Araújo

O Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN) recebeu neste mês a doação de um novo equipamento para incrementar a infraestrutura de seu data center. A máquina é uma doação de um projeto financiado pela FINEP coordenado pelos professores Thaís Batista (Dimap) e Frederico Lopes (IMD) e vinculado ao Smart Metropolis, laboratório especializado em tecnologias para o contexto de Cidades Inteligentes.

O novo equipamento deverá apoiar pesquisadores de toda a Universidade com projetos que envolvam alta capacidade computacional, ampliando possibilidades de experimentação, análise e desenvolvimento científico.

Segundo Vicente Brito, analista de TI vinculado ao SPICI, a capacidade de processamento é um fator decisivo para acelerar pesquisas científicas. “Modelos que levariam anos para serem processados em máquinas convencionais podem ter seus resultados obtidos em questão de minutos ou horas quando executados em infraestrutura de data center”, explica Brito.

Potência

A nova infraestrutura é composta por um cluster de servidores que funciona de forma integrada, somando recursos de processamento, memória e armazenamento. No total, o ambiente conta com aproximadamente 1,9 terabyte (TB) de memória RAM, o que garante velocidade na execução das tarefas, além de cerca de 195 TB de armazenamento, destinados a dados, sistemas e projetos de pesquisa.

O processamento é realizado por máquinas de classe servidor Intel Xeon e AMD EPYC, aliados a uma GPU (unidade de processamento gráfico) NVIDIA L40S, com 48 GB de memória dedicada.

Isso permite um processamento com trilhões de operações por segundo em cargas de trabalho de inteligência artificial, sendo especialmente indicada para aplicações de IA, aprendizado de máquina, análise de grandes volumes de dados, simulações e processamento avançado – áreas cada vez mais presentes nas pesquisas acadêmicas.

Outro diferencial é a conectividade: todos os servidores possuem portas de rede de 10 Gigabits por segundo (10 Gb/s) e, somadas, essas conexões oferecem uma capacidade total de tráfego interno de aproximadamente 440 Gigabits por segundo (Gb/s). Essa infraestrutura permite a troca rápida de grandes volumes de dados entre os equipamentos, sem gargalos, característica essencial em ambientes de alto desempenho.

A gestão do uso da nova infraestrutura será realizada pelo Data Center do IMD, responsável por organizar o acesso e definir prioridades, de forma a atender à alta demanda da comunidade acadêmica.