IMD reúne estudantes em Fase Zero da Maratona SBC de Programação
Competição contou com 21 equipes no Instituto e destacou alunos em desafios de programação
01-09-2026 / ASCOM
O Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN) sediou, no último sábado, 29, a Fase Zero da Maratona SBC de Programação, competição que reúne estudantes de instituições de ensino superior em desafios de programação competitiva. Realizada ao longo de todo o dia, a atividade contou com a participação de 21 equipes na sede de Natal, reunindo 63 estudantes.
A competição aconteceu simultaneamente em diferentes sedes do país. No Rio Grande do Norte, além do IMD, a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), em Pau dos Ferros, também recebeu a prova.
Na sede do IMD, os participantes foram recebidos durante a manhã para o credenciamento, orientações e preparação para a competição. Antes da prova oficial, as equipes também participaram de uma sessão de aquecimento, utilizada para testar os computadores e o ambiente em que seriam desenvolvidas as soluções.
A prova teve início às 14h e se estendeu até as 19h, totalizando cinco horas de competição. Nesse período, as equipes precisaram solucionar uma série de problemas computacionais, utilizando conhecimentos de algoritmos, estruturas de dados, matemática e lógica.
"É muito interessante o IMD estar sediando essa competição, que sedimenta a base dos estudantes na área de computação, cria network entre os estudantes e também facilita a entrada no mercado de trabalho, que hoje cobra muito a entrevista de código. Competições como essas fazem com que eles pratiquem o trabalho sob pressão", comenta Leonardo Teixeira, professor da Escola Agrícola de Jundiaí (UFRN) que conduziu uma das equipes competidoras durante o evento.
Desafios
Realizada no formato tradicional de programação competitiva do circuito ICPC, a prova apresentou problemas de diferentes níveis de complexidade. Os desafios envolveram temas como grafos, programação dinâmica, busca em largura e profundidade, manipulação de arrays, teoria dos números e geometria analítica.
Também foram apresentadas questões que exigiam a construção de soluções específicas e estratégias de aproximação. Dessa forma, os participantes precisaram combinar diferentes conhecimentos para encontrar soluções capazes de atender às condições dos problemas dentro do tempo disponível.
A dinâmica da competição exigiu ainda organização e estratégia das equipes. Formadas por três estudantes, elas compartilharam um único computador para desenvolver, testar e submeter os códigos ao sistema de correção.
Durante as cinco horas de prova, as equipes acompanharam o desempenho umas das outras por meio do placar da competição, que era atualizado e transmitido ao vivo por meio de live no YouTube.
“A Maratona transforma conteúdos como algoritmos, estruturas de dados, lógica e programação em desafios práticos. Ela exige que o estudante não apenas conheça uma técnica, mas saiba reconhecer quando utilizá-la, implementá-la corretamente e avaliar sua eficiência. Isso fortalece uma formação mais autônoma, analítica e voltada à resolução de problemas”, destaca a professora Ismênia Blavatsky, diretora de ensino do IMD e coordenadora do evento no Instituto.
Destaques
Ao final da competição, três equipes se destacaram entre as participantes da sede do IMD. O primeiro lugar ficou com a equipe “Alice in The Uberland”, seguida de “Se WA Fosse Cuscuz, Faltava Milho no RN” (2º lugar) e MPB Demon Hunters (3º lugar). Também foram feitas menções honrosas aos times “El Porronto” e “Os Três Anões”.
A Fase Zero da competição configura-se como classificatória brasileira e os melhores desempenhos garantem às equipes a possibilidade de avançar para a Final Brasileira, que será realizada de 5 a 8 de novembro de 2026, em Uberlândia, Minas Gerais.