IMD une música e tecnologia em soluções registradas pelo INPI

Em parceria com UFG, Djembefola e Janela Meta Teatral foram utilizados em apresentações artísticas
28-08-2026 / ASCOM
Inovação TI
Felipe Araújo

Duas soluções de software desenvolvidas no âmbito do Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN) receberam registros pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) neste mês.O Djembefola e a Janela Meta Teatral, a Viagem ao Centro da Terra, foram desenvolvidos no contexto do polo AKCIT-IMD, em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG), e já foram utilizados em experiências e apresentações artísticas.

As duas soluções integram uma linha de pesquisa voltada ao desenvolvimento de experiências que combinam música eletroacústica, performance e tecnologias imersivas. Segundo o professor do IMD Alyson Souza, responsável pelo desenvolvimento das soluções, os trabalhos fazem parte de uma proposta que vem sendo consolidada pela equipe como “Música Eletroacústica Imersiva Performática”.

Esse conceito reúne “três aspectos: expressão artística, música eletroacústica e tecnologia de imersão para criar novas experiências bem diferenciadas”, explica o docente.

Os dois softwares já foram utilizados em eventos artísticos: o Djembefola em três espetáculos, realizados em Goiânia e em Natal, e a Janela Meta Teatral como pré-concerto da apresentação da obra Viagem ao Centro da Terra, realizada pela Filarmônica da UFRN no foyer Teatro Riachuelo.

Imersiva

O Djembefola é uma peça de música que utiliza o djembe, instrumento de origem africana, como elemento central da experiência. Na proposta, o objeto é utilizado como uma espécie de âncora para o músico durante a apresentação, conduzindo, por meio de projeções de realidade virtual, o público por diferentes ambientes virtuais.

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Durante a experiência, o músico começa virtualmente na Escola de Música da UFRN e, posteriormente, é transportado para uma savana com diferentes animais africanos.
A interação entre o músico e os elementos virtuais conduz o desenvolvimento da apresentação e o público pode acompanhar a experiência por meio de óculos de realidade virtual ou através de um projetor, que permite visualizar aquilo que está sendo visto pelo músico.

Janela Meta Teatral

Por sua vez, a Janela Meta Teatral foi desenvolvida como uma experiência imersiva relacionada à obra Viagem ao Centro da Terra, do autor Jules Verne. O software, alinhado à condução musical, estrutura a experiência em quatro atos, representados por diferentes ambientes virtuais apresentados por meio de realidade virtual e que permitem que os usuários visualizem e interajam com elementos relacionados à narrativa da obra.

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As duas soluções foram desenvolvidas no contexto do polo AKCIT – polo especializado em tecnologias imersivas vinculado à Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

No caso do Djembefola, o desenvolvimento havia começado antes da chegada do polo, mas o software foi finalizado, aprimorado e apresentado após a integração da equipe ao projeto. Já a Janela Meta Teatral esteve entre os primeiros grandes projetos desenvolvidos pelo AKCIT.

O professor Alyson Souza explica que o desenvolvimento das soluções contou com diferentes formas de participação da UFRN e da UFG. “O IMD teve um papel de desenvolvimento nessas soluções e a UFG teve um papel de financiamento e também de recursos para testes e aplicação”, explica o docente.

Ambos os registros pertencem às duas instituições, com participação de 50% da UFRN e 50% da UFG, cabendo à universidade goiana a gestão dos registros.

Próximas apresentações

A equipe do IMD já trabalha na organização de um evento previsto para novembro deste ano, que deverá reunir na UFRN diferentes experiências desenvolvidas no contexto do AKCIT e também do Laboratório de Percussão e Performance Mediada por Recursos Tecnológicos (LAPER2ME), situado na EMUFRN.

A programação ainda está em fase de organização, mas a proposta é realizar um evento de dois dias, com um deles dedicado às soluções relacionadas ao Museu Câmara Cascudo e à museologia e outro voltado às experiências desenvolvidas na área de música, na Escola de Música da UFRN.

“A nossa expectativa dessas soluções é que a gente possa, cada vez mais, consolidar esse trabalho que a gente vem desenvolvendo a partir da criação desse estilo de música”, comenta Alyson Souza.

Ainda segundo o professor, as experiências devem funcionar também como demonstrações e exposições desse estilo, que vem sendo aprimorado ao longo do tempo a partir de trabalhos de Jônatas Manzolli – pesquisador que investiga composição musical, música computacional e modelagem matemática – e adaptado ao contexto atual de tecnologias imersivas e inteligência artificial.